6 insights imperdíveis da segunda edição do Insight Hunter

Otimizar o tempo de quem tem que inovar no dia a dia: esse é o objetivo do Insight Hunter. A fim de revolucionar a maneira que se consome estudos de inovação, a Fábrica de Startups lança a segunda edição da curadoria com tendências e dados sobre o tema. Abordando ESG, branding e marketing, carbono zero e muito mais, confira 6 insights imperdíveis desta edição.

A segunda edição do Insight Hunter traz insights sobre ESG, o futuro da beleza e muito mais!
A segunda edição do Insight Hunter traz insights sobre ESG, o futuro da beleza e muito mais!

O capitalismo do futuro precisará de novas métricas

Um dos primeiros temas da segunda edição do Insight Hunter são as estratégias com foco no social, ambiental e governamental. Inegavelmente, estratégias e propostas bem construídas de ESG têm, cada vez mais, mostrado seu impacto no mercado. De acordo com a McKinsey Global Survey, 76% dos executivos consideram que programas com foco no social se traduzem em capital da marca.

Além disso, boas métricas também impactam nas decisões de acionistas e investidores. Segundo o estudo, stakeholders estariam dispostos a investir até 10% mais em uma empresa com bons resultados sociais, ambientais e governamentais. 

Assim, para gerar valor a sua marca e até mesmo engajar colaboradores, como mostrado no relatório do World Economic Forum de 2020, as corporações precisarão de novas métricas. Alguns exemplos de metas a serem pensadas são o percentual de emissão de carbono da empresa e a diferença salarial entre gênero e raça.    

Os NFTs vieram para ficar

Logo após a ascensão e febre das criptomoedas, a grande sensação nos mercados baseados em blockchain são os NFTs, em português token não fungível. Funcionando como um certificado digital, seu uso ajuda a provar a autenticidade e propriedade de um ativo.

Apesar de existirem há algum tempo, sua popularidade cresceu neste ano. Em março, o mundo foi surpreendido com uma venda de NFT milionária, a obra de arte Everydays, comprada por quase 70 milhões de dólares. E esse sucesso parece que veio para ficar. Comercializados em pinturas, tênis e até mesmo memes, esse mercado movimentou US$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2021, valor 20 vezes maior ao observado nos três meses anteriores, segundo o site NonFungible.com. 

Aproveitando esse sucesso, novas marcas e setores estão investindo na tecnologia para se aproximar dos consumidores e criar experiências únicas. Um exemplo está na tradicional marca de luxo Burberry, que acaba de lançar sua primeira coleção apresentando suas peças via Blankos Block Party. De acordo com os representantes da multinacional, o intuito é fazer com que os  jogadores interajam com a marca em um ambiente que celebre a arte e o design.

Jogo digital com NFTs lança nova coleção da marca de luxo Burberry

O futuro da beleza é customizado e digital

Outro tema desta edição do Insight Hunter é a customização da beleza. Com toda a certeza, a pandemia do Coronavírus alterou a forma em que o consumidor experimenta, testa e consome bens. Essa mudança impactou todos setores, inclusive o da beleza. De acordo com a Mckinsey, na primeira metade de 2020, o mercado teve uma queda de vendas de 30%. Esse prejuízo o que fez com que startups e grandes corporações do setor tivessem que repensar seus processos, produtos e, principalmente, suas experiências.

Segundo o State of the connected customer do Salesforce, 80% dos consumidores acreditam que a experiência é tão importante quanto o produto adquirido e que mais da metade desses preferem produtos personalizados. Além disso, 80% dos entrevistados afirmaram desejar que as companhias digitalizem suas iniciativas durante a pandemia.

Frente a esse paradigma, empresas do setor da beleza estão investindo em tecnologias que permitam experiências digitais cada vez mais personalizadas para o consumidor, o que vem se mostrando um sucesso. Um exemplo é o dispositivo Perso, da L’Oréal, que usando inteligência artificial entrega fórmulas personalizadas de cuidados com a pele e batom.

As cadeias de suprimentos do amanhã serão mais flexíveis e resilientes 

A pandemia da COVID-19 provocou disrupções e expôs a fragilidade das cadeias de suprimentos ao redor do globo. Segundo a Accenture, 75% das companhias sofreram um impacto negativo em suas cadeias durante esse período. O estudo ainda afirma que esse abalo foi causado por 4 fatores: aumento e diminuição na demanda de certos segmentos, falta de suprimentos, desafios de armazenamento e redução da produtividade.

Especialistas acreditam que essa instabilidade aponta a necessidade de um novo cenário com mais resiliência e flexibilidade. Para se adaptar às mudanças nas demandas logísticas, estudos evidenciam que iremos de uma abordagem JIT (just in time), que prioriza a precisão e rapidez da entrega, para uma JIC (just in case), que foca na capacidade de armazenamento e em estudos que prevejam faltas e excessos de produtos.

Especialistas de cadeias de suprimentos apontam a necessidade de uma abordagem mais flexível e resiliente preparada para disrupções
Especialistas de cadeias de suprimentos apontam a necessidade de uma abordagem mais flexível e resiliente preparada para disrupções

Nunca foi tão fácil investir em startups

Conforme o isolamento social se estendeu, mais corporações recorreram ao digital. De acordo com o Crunchbase, essa necessidade aumentou ainda mais a demanda por startups e soluções inovadoras, fazendo com que, no ano passado, 300 bilhões de dólares fossem investidos nesse tipo de empresa, um valor 4% maior que em 2019.

Ainda que negócios mais maduros e escaláveis tenham recebido grande parte desse aporte, startups early-stage arrecadaram 40 bilhões de dólares. Um dos motivos é que com as mudanças regulatórias e opções de financiamento coletivo, nunca foi tão fácil investir em startups que ainda não estão na bolsa de valores.

Segundo a matéria do Labs, o aumento de investimentos em startups por crowdfunding só cresce. Em 2019, primeiro ano após a regulamentação de plataformas desse tipo no Brasil, quase 19 milhões de dólares foram arrecadados. Por aceitarem aplicações menores, por consequência mais pessoas conseguem investir em ideias e projetos inovadores, ajudando-os a sair do papel. Um exemplo disso é a plataforma Kria, que permite investimentos a partir de 500 reais.

O hidrogênio é a chave para um futuro neutro em carbono 

O último tema do segundo Insight Hunter é a neutralização do carbono. Com a volta dos Estados Unidos ao Acordo Paris, tratado internacional contra mudanças climáticas, as principais potências globais se comprometeram a encontrar formas de combater o aumento da temperatura terrestre. Para que isso aconteça, líderes globais estão investindo em diferentes fontes de energia para atingir o marco de carbono zero, ou seja, neutralizar o gás que está sendo emitido.

Apesar de não ser uma novidade, discussões sobre o uso do hidrogênio como ponto primordial na geração de energia estão em alta. Em julho de 2020, a União Européia anunciou seu plano de alcançar 40 GW de eletrólise de hidrogênio renovável até 2030 — o que equivale a geração de 40 reatores nucleares. Além disso, de acordo com o Hydrogen Insights, até esse mesmo ano, a previsão de investimento no gás deve chegar a 300 bilhões de dólares.

Segundo, Franck Bruel, vice-presidente executivo do grupo ENGIE, o interesse mundial no hidrogênio acontece pela sua capacidade de completar vácuos deixados por outras tecnologias renováveis, como a mobilidade, por exemplo. Responsável por 25% das emissões globais de carbono, quando queimado para o transporte, o gás libera apenas H20.  

O uso do hidrogênio em todos transportes diminuiria 25% da emissão de carbono na atmosfera
O uso do hidrogênio na mobilidade diminuiria 25% da emissão de carbono na atmosfera

Quer mais insights? Confira a segunda edição do Insight Hunter!